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domingo, 26 de novembro de 2017

Estou sentada em frente ao computador pensando o que escrever e vendo o quanto não sei mais nada sobre mim, o quanto não sinto mais nada. 
Antes eu estaria aqui sentada e entraria em cada entranha minha, trazendo toda a dor e sofrimento a tona, fazendo brotar cada amargura mas não as acho mais.
Antes eu estaria aqui e descreveria cada alegria de forma quase palpável, te diria como o orvalho da manhã foi a sensação de "deus" e no fim você também sentiria, mas não consigo descrever mais nada como igual a presença do divino. 
Será que estou morta a tanto tempo que não sinto, me belisco e constato que não há nenhum sentimento, cheguei então ao vazio. 
Não sentir é ainda pior que ter todos os sentimentos a flor da pele, ainda assim é necessário seguir em frente e por isso o vinho em meu copo desce ainda mais amargo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Samba para Dom Casmurro

"Eu sempre achei que o amor,
Que o grande amor, fosse incondicional.
Que quando duas pessoas se encontram, que quando esse grande encontro acontece, você pode trair, brochar, dar todas as porradas, se for um grande o amor, ele voltará triunfal. 
Sempre!
Mas não, nenhum amor é incondicional.
Então acreditar na incondicionalidade do amor, é decididamente precipitar o fim do amor, porque você acha que esse amor aguenta tudo, então de um jeito ou de outro você acaba fazendo esse amor passar por tudo, e um amor não aguenta tudo, nada nesse vida é assim!
E aí você fala que esse amor não tem fim, para que o fim então comece. 
Um grande amor não é possível, talvez por isso seja grande. 
Então, assim, nele, obrigatoriamente, pode caber também o impossível.
Mas quem acredita? 
Quem acredita no impossível, que não apaixonadamente? 
Como a um deus, incondicionalmente."